terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fibromialgia

Postado por: Rodrigo Vilaça Porto, Jacqueline Ferreira de Oliveira,Cleiton Neves Gonçalves, Barbara Rosceli de Oliveira Pinto e André de Paulo Silveira Mezêncio.

Fibromialgia é uma síndrome reumática de etiologia desconhecida, que acomete predominantemente mulheres, caracterizada por dor musculoesquelética difusa e crônica.
Freqüentemente, estão associados a outros sintomas, como a fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal e distúrbios psicológicos, como a ansiedade e depressão.
Por vezes, o nível da dor é tão intenso, que interfere no trabalho, nas atividades de vida diária e na qualidade de vida dos pacientes.
Encontrar alternativas efetivas de tratamento que minimizem o impacto da fibromialgia sobre a qualidade de vida tem sido o desafio dos fisioterapeutas. A fibromialgia pode variar desde sintomas leves até casos em que as dores, fadiga e depressão sejam tão intensas que impeçam o desempenho da atividade profissional e social.
A incapacidade funcional dos doentes de fibromialgia reflete-se adversamente no desempenho ocupacional, dificultando a realização de uma série de tarefas motoras e cognitivas. Os sintomas da fibromialgia causam grande impacto no cotidiano e promovem a ruptura da rotina, cuja conseqüência tende a se manter ao longo do tempo, em razão da cronicidade da doença. Os impactos sociais desestabilizam as relações familiares, restringem o contato social e interferem-nos hábitos e rotinas dos doentes, obrigando-os a esforços contínuo de adaptação à nova realidade Paciente com fibromialgia apresentam pior qualidade de vida que pacientes com outras doenças crônicas, como artrite reumatóide, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica e lúpus eritematoso sistêmico.
Por ser uma doença de origem não determinada e cura incerta, a fibromialgia provoca sentimentos de vulnerabilidade e desamparo.
A prevalência de anormalidades psicológicas, particularmente a depressão, que é elevada entre esses pacientes pode iniciar ou perpetuar os sintomas da fibromialgia, provocar limitações funcionais importantes. Uma vez que a fisioterapia não objetiva somente o controle da dor, mas também a melhora da capacidade funcional, uma das metas do planejamento fisioterapêutico deve ser o papel educativo, para que os ganhos da intervenção permaneçam ha longo prazo, e os pacientes consigam ganhos na diminuição do impacto dos sintomas da fibromialgia. O tipo, a intensidade e a duração desses programas são variados. Os exercícios de baixa intensidade, ou aqueles em que o paciente é capaz de identificar o limite de seu esforço e dor parece ser os mais efetivos. Além disso, a aderência aos programas de exercícios é a melhor maneira de se prolongarem os ganhos terapêuticos.
A literatura faz referência a outros recursos fisioterapêuticos, como a TENS e o biofeedback, que desempenham um papel mais parcial, pois mostram efeitos somente em curto prazo.
Salienta-se, assim, a importância de um trabalho multidisciplinar e educativo no qual os profissionais de saúde, e entre eles o fisioterapeuta, se propõem a informar e instruir corretamente seus pacientes.
Assim, a fisioterapia pode vir a auxiliar no tratamento da fibromialgia, promovendo a melhora da dor e do impacto dos outros sintomas, restabelecendo a capacidade física, mantendo a funcionalidade e promovendo a melhora da qualidade de vida.

Referências bibliográficas Rev. Brás Reumatol- Vol. 42 - N° - Jan/Fev; 2005

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